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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A indignação é tanta que nem sei por onde começar. Acho que pelo início é legal, vamos lá.
Desde criança sempre ouvi os mais velhos reclamando: "Ah, o Sarney não presta, é ladrão, está afundando o Maranhão". Até que rimou, mas uma poesia minha tem que ser de algo bonito e quando falo nesse sujeito só penso em tudo que há de ruim.
A história do Maranhão quase todo mundo conhece e mesmo assim ouvindo resmungos contra ele a todo instante não entendo como o bigodudo continua mandando e desmandando no nosso Estado. Décadas de atraso marcam o Maranhão e que ao meu ver continuarão perseguindo-nos. Parece até que essa família está colada a essa terra com cola Super-bonder. Tenta separar pra ver...
Parece até que o Maranhão parou no tempo, com crescimento estagnado, fomos/somos manchetes de jornais como o estado em que um governador foi cassado com golpe por cima de golpe e acreditem, tem maranhense feliz porque a família Sarney voltou ao parque de diversões.
Agora aqueles que conheciam o Maranhão como a terra de Sarney, estão vendo de perto a emancipação da Sarneylândia.
 
Imoralidades surgiram por baixo do bigode e já estão desaparecendo como poeira ao vento. É tanta gente com medo do Sarney que exclamo: Óh, e agora quem poderá nos defender? Me desespero porque sei que o Chapolin colorado não irá desaparecer. Tá certo, eu concordo, ele é um herói atrapalhado, mas seria uma ajuda a altura do vilão, não dizendo que o Sarney é atrapalhado, longe de mim dizer isso, em anos ele provou ser frio e calculista, mas comparo ao ponto de dizer que isso é uma grande comédia. Sim, comédia. Só nos resta sorrir e fazer uma aposta no bairro valendo um chocolate para quem acertar o nome de quem irá enfrentar o "Godpainho".
Já ficou provado que a maioria do congresso tem medo do "Dono do MARanhão" e é esse medo que está transformando o bigode em "Dono do BARzinho". Isso mesmo, barzinho. Foi nisso que o congresso foi transformado.
Sem falso otimismo fique certo que o Sarney MUITO difiilmente deixará a presidência do senado. Como na sátira ao lado, é mais fácil o Sarney levar o senado com ele, talvez até aqui para a Sarneylândia.
Agora caro leitor, se Gonçalves Dias vivesse nos dias de hoje concerteza ele não teria escrito a Canção do exílio, ou talvez na melhor das hipóteses ele não escreveria a última estrofe para não morrer de desgosto.

Não permita Deus que eu morra
Sem que eu volte para lá
Sem que desfrute dos primores
Que não encontro eu cá
Sem qu'inda aviste as palmeiras
Onde canta o sabiá

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